segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

REGRESSO ÀS AULAS/ ARROZ BOMBA

























Esta aula, como todas as outras correu muito bem, mas confesso que esta teve um sabor especial em todos os sentido.

1º Porque foi um retorno às aulas de culinária após um pequeno interregno por motivos pessoais;
2º O regresso de algo que gostamos muito e que faz parte de nós como se com ele tivéssemos nascido, dá um prazer muito especial (muito melhor do que fazer as pazes com o companheiro LOL);

3º A partilha, a troca de conhecimentos é um fenómeno, um câmbio de energias fantásticos e para mim, ensinar é essencialmente aprender. Aprender porque se tem que saber, relembrar, estudar para ensinar e depois porque há sempre um feedback, “o outro” tem sempre algo para nos ensinar.
Então, nesta aula falámos entre outras coisas da importância do arroz integral na nossa alimentação e o porquê de o cozinhar com pressão extra – a sua energia fica mais concentrada, o cereal fica mais forte, o que nos satisfaz mais, aproveitamos melhor os seus nutrientes. E fica também mais doce.

Mas é preciso ter cuidado com o “arroz bomba” que é o arroz com excesso de pressão. Ele fica com um aspecto achocolatado e mais doce ainda. Realmente para quem está a começar esta vertente alimentar fica encantado com ele (eu, quando o conheci, andava com oniguiris – bolinhos - deste arroz no bolso).
Mas o que algo tão delicioso e natural pode prejudicar a nossa saúde? (é tão delicioso que até as pessoas que não conhecem “este mundo” se deliciam com ele).
É que este excesso de concentração em primeiro lugar é muito yang – concentrado o que nos pode levar instintivamente a procurar algo muito yin – expansivo como uma bela duma sobremesa ou muita água o que vai desequilibrar o corpo, da mesma forma que desequilibra o açúcar para compensar a carne e o sal.

Este excesso de yang também sobrecarrega o nosso querido fígado que tem que trabalhar muito mais na digestão “da bomba”.
Por isso recomendo vivamente a quem faz este tipo de arroz e com recomendação especial aos fãs da bomba que “amem-no mas não sejam trôpegos”, consumam-no esporadicamente.
Esta questão “bombástica” confirma a teoria que tudo tem o seu peso e a sua medida e que na alimentação, é preciso aprender: onde, como, quanto, quando, para quem se destina.

E façam o favor de serem saudavelmente felizes
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